|
|
Conexão Música da Cena
O Seminário Música da Cena acontecerá de 6 a 8
de abril na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), às
20 horas, com entrada franca, reunindo músicos, compositores
e atores para debaterem as criações musicais no
teatro brasileiro contemporâneo. O Seminário
Música da Cena faz parte do Projeto Conexão
Música da Cena que a Tribo de Atuadores Ói
Nóis Aqui Traveiz e o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare,
de Natal (RN), estão desenvolvendo este ano com o apoio do
Programa Rumos Itaú Cultural de Teatro. Durante o
Seminário será realizada na parte da manhã,
nos dias 7 a 9 de abril, das 9 às 13 horas, a oficina A
música da cena: princípios da atuação
polifônica para o ator e o músico com Marco
França, diretor musical do Clows de Shakespeare. As
inscrições gratuitas serão realizadas no dia 5
de abril na Terreira da Tribo, das 9 às 18 horas. A partir
da prática dos grupos, o Projeto Conexão
Música da Cena prevê uma série de atividades
relativas à investigação da linguagem musical
no teatro. Além da troca em si entre os grupos – com
encontros, seminários e oficinas programados no mês de
abril em Porto Alegre e agosto em Natal – será
realizado um mapeamento eletrônico dos profissionais ligados
à música para a cena no país. A partir do
levantamento destes profissionais – músicos,
compositores, arranjadores, diretores musicais, etc. –
será enviado um formulário com questões acerca
da prática destes profissionais, no intuito de um primeiro
levantamento de quem trabalha nesta área no Brasil. O
registro deste processo desenvolvido pelos grupos – tanto nas
atividades à distância, quanto nos encontros
presenciais – poderá ser acompanhado através do
blog musicadacena.blogspot.com e nas publicações
Cavalo Louco – Revista de Teatro da Tribo de Atuadores
Ói Nóis Aqui Traveiz e Revista Balaio, do Grupo de
Teatro Clowns de Shakespeare. Na etapa em Porto Alegre, os dois
grupos desenvolverão de 6 a 12 de abril experimentos
cênicos com ênfase na pesquisa musical. Os experimentos
serão direcionados também a investigar as
diferenças entre o trabalho musical para o teatro na rua,
palco e espaços alternativos. O resultado destes dias de
intercâmbio será apresentado em Ensaio Aberto ao
público no dia 12 de abril, às 20h, na Terreira da
Tribo.
Programação: Dia 6/4, quarta-feira –
Bate papo “O uso da música nos processos de
criação do Clowns de Shakespeare e Ói Nois
Aqui Traveiz”, com participação dos grupos
teatrais e dos músicos Marco França e Johann Alex de
Souza.
Dia 7/4, quinta-feira – Ensaio aberto do
espetáculo “O Capitão e a Sereia” do
Clowns de Shakespeare e bate papo sobre o uso da música no
espetáculo.
Dia 8/4, sexta-feira – Debate “A
música para teatro em Porto Alegre”, com
participação de Flávio Oliveira, Luiz
André da Silva, Johann Alex de Souza e Marcos Chaves.
Palestrantes:
Marco França
Músico profissional,
tecladista, compositor, produtor musical e arranjador, participou
de diversas gravações de CDs e shows com
vários artistas nacionais e internacionais. No teatro atua
como diretor, ator e diretor musical do grupo de teatro Clowns de
Shakespeare, onde desenvolve pesquisa musical com base na
preparação do ator e na criação
cênica a partir de jogos musicais.
Johann Alex de Souza
Músico profissional há mais de vinte anos, atuando
como instrumentista, compositor e professor de
educação artística. Graduou-se no curso de
Licenciatura em Música pela UERGS/FUNDARTE e fez
especialização em Pedagogia da Arte FACED/UFRGS.
Compôs música de cena para o grupo teatral Vento Forte
(SP) e Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, para
quem realizou, entre outras, a trilha de “Aos que
virão depois de nós - Kassandra in Process”,
melhor trilha sonora original no Prêmio Açorianos 2002
e melhor música no Prêmio Shell de Teatro 2007. Em
2008 finalizou seu primeiro CD, em parceria com a cantora Leonor
Melo, intitulado Ópera de Quarto.
Flávio Oliveira
Compositor e pianista, é licenciado em Grego e
Português pela UFRGS. Estudou composição com R.
Schnorrenberg, A. Albuquerque e W.C. de Oliveira dentre outros
mestres. Exerceu atividades docentes na área de
composição, orquestração e
análise no IA-UFRGS, ECA-USP, ILA-UFSM, Conservatório
Musical-UFPEL e FUNDARTE. Suas composições tem sido
apresentadas no Brasil e no exterior e várias estão
disponíveis em CDs. Compõe para o teatro desde 1964,
sendo que muitas de suas músicas de cena receberam
prêmios locais e nacionais.
Luiz André da Silva
Regente, compositor, arranjador e instrumentista, diretor musical e
produtor de diversos espetáculos de música e teatro,
diretor fundador da Escola de Música EArte.
Marcos Chaves
Artista teatral e musical, formado em Música pela
Universidade Federal de Pelotas, Especialista em
Encenação Teatral pela Universidade Regional de
Blumenau e Mestrando em Artes Cênicas pela Universidade
Federal do Rio Grande do Sul com pesquisa na sonoridade da cena
teatral. Ator, criador de trilha sonora, preparador vocal e diretor
musical de "O Avarento" (2009) e
"Tartufo" (2011), espetáculos que integram
a premiada trilogia "As Três Batidas de
Molière" do Grupo Farsa de Porto Alegre.
ENSAIO ABERTO:
O CAPITÃO E A SEREIA do Clowns de Shakespeare
Dia 7 de abril, às 20h, na Terreira da Tribo
A dramaturgia tem como livre inspiração a obra homônima de
André Neves, pernambucano radicado em Porto Alegre, cujo
livro foi um dos finalistas do Prêmio Jabuti 2008 de
literatura infantil. O autor criou a história de Marinho, um
sertanejo que cresceu ouvindo histórias e
canções sobre o mar, o que acabou lhe gerando uma
grande paixão. Com o tempo Capitão Marinho desenvolve
a habilidade de contar histórias e resolve montar uma trupe
de mambembes para sair pelo sertão a encantar as pessoas com
suas histórias marítimas. Tudo ia bem até o
dia em que simplesmente resolve deixar o grupo e decide finalmente
conhecer o mar. Porém, ao invés de contar a saga do
herói que parte em busca do seu sonho, os Clowns de
Shakespeare escolheram contar a história da trupe que ficou.
OFICINA A música da cena: princípios da
atuação polifônica para o ator e o
músico
De 7 a 9 de abril, das 9h às 13h, na Terreira
da Tribo
Voltado para atores, bailarinos, diretores e
músicos, a oficina parte da prática desenvolvida pelo
Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare em sua pesquisa musical, em
diálogo com os princípios da atuação
polifônica proposta pelo Maestro Ernani Maletta (UFMG), esta
oficina apresenta possibilidades de uma prática de
criação musical como elemento de
construção cênica. Os procedimentos utilizados
em sala de ensaio pelos Clowns de Shakespeare são
trabalhados através de estruturas coreográficas,
desenhos rítmicos, de exercícios vocais, pequenas
canções e do canto coral, tendo como foco a
transposição de elementos de composição
musical (ritmo, pulsação, timbre, etc.) para a
composição da cena.
Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare
Criado há dezessete anos em Natal, Rio Grande do
Norte, o grupo vem desenvolvendo uma investigação com
foco na construção da presença cênica do
ator, a musicalidade da cena e do corpo, e teatro popular e
comédia, sempre sob uma perspectiva colaborativa. Mesmo sem
trabalhar diretamente com palhaço, a técnica do clown
está presente em sua estética, seja na lógica
subvertida do mundo, seja na relação direta e
verdadeira com a platéia, seja no lirismo que compõe
o universo desses seres. Além, é claro, de toda sua
carga cômica. As comédias shakespearianas vieram a
contribuir para essa pesquisa. Sem adotar uma atitude
“museológica” sobre o bardo, no entanto sem
desrespeitar a sua genialidade, o desafio tem sido encontrar, na
universalidade da obra do dramaturgo, o que faz sentido para o
grupo. No seu currículo, o grupo trás importantes
conquistas que conferem uma posição de
referência na cena potiguar e nordestina.
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de
renovação radical da linguagem cênica. Durante
esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa
dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da
história e da cultura, na experimentação dos
recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não
se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma
linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos
artístico-pedagógicos junto à comunidade
local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a
Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz,
que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas
oficinas abertas e gratuitas para a população. A
organização da Tribo é baseada no trabalho
coletivo, tanto na produção das atividades teatrais,
como na manutenção do espaço. O Ói
Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução
contínua e constitui um processo aberto para novos
participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui
Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e
análise da realidade: a sua função é
social, contribuir para o conhecimento dos homens e ao
aprimoramento da sua condição.
|
|